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Sinto-me sem ar.
Faminta de seu carinho.
Sedenta de você.
Sinto frio.
Como se nua estivesse,
andando pela vida.
Procurando.
Querendo sempre os mesmos prazeres.
Aqueles que você me nega.
E tudo o que eu queria era
simplesmente que nossos corpos
dançassem em um único ritmo.
O frio permanece.
Também nus estão minha alma e meu coração.
E eu vou seguindo pela vida.
Fugindo da realidade.
Por aí afora.
Me fundindo com a noite.
Em uma nuvem qualquer.
Em 14 de outubro de 2007.


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