É uma saudade diferente.
Não no pretérito perfeito,
já que não tive.

Uma saudade que se conjuga totalmente
no futuro do presente que tanto sonho.

Eu terei um dia.

Não sei quando nem como.

Nem sei se é realidade ou sonho.

Essa minha saudade que
se faz no silêncio.

De cabeça para baixo,
com a areia caindo
ao contrário.

Uma saudade tão louca
que prefiro conjugá-la no
futuro do subjuntivo,
pois, assim, eu sei que,
quando eu tiver você,
o tempo não terá fim.

Cynthia Andrade
Em 1º de dezembro de 2009.



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