Saudade sem face.
Sem mãos.
Saudade sem voz.
Saudade de abraços que
nunca se enlaçaram.
De beijos que nunca se encontraram.
De olhos que nunca se perderam
nas lágrimas do outro.
Saudade sem sentido.
Saudade mais doída.
É a vontade do sonho
que não se concretizou,
da vida que não se completou.
Saudade, saudade imensa
da vontade que não acaba,
do sonho que permanece.
Cynthia Andrade
Em 26 de dezembro de 2007.
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