Foram tantas as manhãs sem você ao meu lado. Tantas noites em que o seu travesseiro foi a minha única companhia. Tanto eu precisei de você. Tanto te chamei. E chorei. Solucei. Implorei. Tentei até mesmo ser espectadora de minha própria vida para conseguir escapar ao sofrimento de te perder. Foi em vão. E eu não imaginei que seria capaz de viver pela metade. Mas eu sobrevivi. Fragmentada. Amedrontada. Trôpega. Tentando colar os pedaços de mim, remendada, vim seguindo o meu caminho. Tentando reunir os fios de minha vida para com eles tecer um novo caminho e me orientar neste labirinto em que me encontro perdida. Depois que você partiu.
Cynthia Andrade Em junho de 2007. |