

Se um dia eu
perder a capacidade de sonhar,
perderei grande
parte de mim.
Perderei o brilho
que vem do meu olhar
cada vez que
surge a lembrança de um sonho bom.
Perderei a
vontade de sorrir tão espontaneamente,
já que meus
sonhos são o alongamento
de minhas
vontades saciadas nos sonhos meus.
Sem a capacidade
de sonhar,
perderei a minha
sanidade e, insana,
certamente
tomarei rumos indevidos
em minha
caminhada,
pois é em meus
sonhos
que me refugio de
meus medos,
que sacio meus
desejos,
que apago minhas
carências,
que me permito
ter a vida
que sempre quis
para mim.
Sem a minha
capacidade de sonhar
é como se
trancafiada em uma gaiola eu estivesse.
Sem o horizonte
para contemplar e me inspirar.
Sem vôos altos
para imaginar,
pois meu sonho é
a minha liberdade.