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Os labirintos que me
habitam me cercam
cada vez mais e mais.
Caminhos surgem e mais perdida me sinto.
Sigo à esquerda e o eco de minha própria voz
me instrui para seguir à direita.
Por ali vou.
De repente é o meu coração que avisa
que darei em lugar algum.
E continuo caminhando entre
árvores desfolhadas, paredes cinzentas
sem encontrar a saída.
Pelo menos sei que há limites
e aqui não tenho como me perder.
Esquerda, direita!
Gritam vozes dentro de mim.
Entretanto, sei que um dia encontrarei a saída,
mesmo porque o fim não termina aqui. |