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Tudo em intensidade imensa
nesta minha vida.
Amei como uma louca.
Chorei até as lágrimas se acabarem.
Sonhei todos os sonhos,
os possíveis e principalmente
os impossíveis.
Ri sorrisos verdadeiros e
até mesmos alguns que
enganaram os que bem me conheciam.
Gargalhei quando a felicidade veio.
Fui ao mais profundo do poço
quando perdi meu rumo.
Desejei que meu corpo fosse amado
ao mesmo tempo pura e profanamente.
Agi muitas vezes como uma
mulher sensata e,
em outras, como se totalmente
louca estivesse.
Vivi encontros e desencontros que,
por pouco, não desviaram o rumo de mim.
Sempre sonhei ter uma paixão
intensa em todos os momentos
de minha vida, mesmo sabendo
que o dia-a-dia devora os sentimentos,
abocanha o romantismo,
leva embora o lirismo do cotidiano.
Quis amar intensamente,
por inteira, sem barreira.
Corpo, alma, coração.
Longe de pudores, de medos,
de vergonhas.
Quis sorver ferozmente todo
o oxigênio ao meu redor,
me dar toda a vida que fosse capaz,
sem perder um segundo sequer.
Quis... quis tanta coisa,
principalmente que não
me faltassem pedaços,
que não me faltassem razões para a
imensidão da vida que queria para mim.
Cynthia Andrade
Em julho de 2008.
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