|
As
palavras já não explodem
como antes
e acabo escorregando em meus
versos.
Quando nos encontramos nas
entrelinhas,
disputo com eles espaço e
sentido.
Nas metáforas quero fazer
valer meus sentimentos.
Mas meus versos se vão com o
vento
e eu me equilibro em minha
tênue esperança
de agarrar meus sonhos para
não me sentir tão só.
E eu sigo em uma viagem
infinita,
estranha, em volta de mim,
comigo em minha volta, pois,
sem meus versos,
nada sou e em lugar algum
estou.
Cynthia Andrade
Em agosto de 2009. |