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Dói em cada parte de mim.
Como a dor do membro
amputado.
Mesmo ausente,
a presença que machuca.
O vazio torna-se maior,
o buraco dentro de mim
transforma-se em
amplidão que assusta.
É como se eu inteira
fosse feita de
um sonho que não existia.
Hoje sou fumaça que some
com o vento,
pó que se espalha pelo
caminho.
Sou silêncio.
Cynthia Andrade
Em 27 de janeiro de 2009
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