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Na minha realidade
escorregadia, imaginária,
refugio-me em outro tempo.
E espero.
Quero.
Tento.
E nada consigo.
Quanto tempo minha esperança
ainda há de esperar?
São as horas que passam.
É a vida que escoa.
Revolvo o direito e
o avesso de mim.
E me foge sempre.
O mundo que tinha construído
ao alcance de minhas mãos.
A saudade me sufoca,
me queima a cada noite.
Até me reduzir a cinzas.
Mas, a cada manhã,
delas me ergo.
Como uma fênix,
com asas de agonia.
E de esperança eterna
de novamente ser feliz.
Cynthia Andrade
Em 20 de dezembro de 2006.
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