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Já não entendo o compasso do meu coração.
Ou seja o descompasso.
Não sei mais o que ele sente.
Quando sente.
Nem mesmo sei se sente.
Tantas vezes parece pedra fria,
outras pulsa tão forte,
como se colo me pedisse.
Mas algumas vezes tão quieto fica,
parecendo não respirar.
Tentando talvez sorver todos os momentos.
À espera.
Sempre.
Do seu reencontro com a felicidade.
E assim permanece.
Estático.
Cansado.
Sentindo seu rumo longe e estranho,
desenrolando-se entre lembranças e vontades,
com tantos elos unindo essa corrente.
Mas meu coração encontra-se tão solto, tão ido!
Foram fatos, desejos, desencontros, descaminhos.
Que hoje impedem que os elos se enrosquem novamente.
Cynthia Andrade
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