Decididamente,
deslembro
todas as tristezas
que brotarem deste poema.
Desescrevo as saudades,
desmonto as ausências
feitas de silêncio,
impeço a reteclagem
do amor
que não soube
onde fenecer.

Decifro o enigma
do sorriso distraído
e perdôo a lonjura
que o seu retrato
me inspira.

Desfotografo da memória
as canções inúteis
e velejo o barco
que se configura
na neblina de fumaça
de todas as perdas e danos.

 





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