

Fiz meu coração suave,
todo em plumas de algodão.
Mas... ai! Vento traiçoeiro,
em nuvens bem pequeninas,
desfez o meu coração.
Fiz meu coração de seda,
polida, doce, macia.
Mas, ai! Pura fantasia!
Vieram vento e granizo
e, com força, em frangalhos,
deixaram meu coração
todo em retalhos.
Fiz meu coração de pedra
pra nunca mais se quebrar.
Mas, ai! Um cinzel maldoso
de destino impiedoso
a pedra toda riscou.
Mil marcas pra se apagar.
Fiz meu coração de gelo,
frio, distante, incolor.
Mas, ai! Foi engano puro.
Só aparência de duro.
O fogo do amor voltou
e em gotas doloridas
o desmanchou.

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Alguns de nós, por mais que tentemos, não conseguimos fazer do nosso coração um
coadjuvante de nossa vida. Ele sempre consegue ir além daquilo que o cérebro nos
mostra. Por isso, estamos sempre suscetíveis a ventos traiçoeiros, granizos,
cinzéis maldosos e, principalmente, ao fogo do amor. De um amor intenso, de
entrega total, que espera de volta um sentimento na mesma intensidade.
E, nessa expectativa, sofremos por não deixarmos a racionalidade comandar a
nossa vida, por estarmos sempre sonhando, esperando, querendo, desejando
intensamente ser feliz ao lado de alguém ... que não precisa necessariamente ser
de todo emocional, mas que deixe o coração falar mais alto quando o assunto for
AMOR.
Carinho,
Cynthia |

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No ar desde 01/07/2008


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