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Sinto meus gestos acorrentados.
Minha voz não tem coragem.
Preciso me libertar e ser o que tenho
dentro de mim.
Sinto que vivo a máscara, a fantasia.
Meu coração nunca bate num ritmo certo,
o descompasso faz parte de sua história.
Tantas vezes o sinto enferrujado.
E seco e cheio de sentimentos equivocados
que me amedrontam, me mostram atalhos
que não quero ver.
Em momentos assim, me amordaço.
Minha boca emite estranhos sons e
parece entornar o silêncio.
Que vem e se instala num canto mudo
dos meus lábios e não deixa que os sentimentos
explodam, que as lágrimas vivam.
Olho para mim, e sinto minhas correntes.
Olho para o céu e não consigo enxergá-lo
como uma liberdade.
Ele vira meu teto, que, cada vez mais,
se agacha sobre mim.
E me sinto esmagar por meus
próprios sentimentos. |