Entre
palavras e vírgulas
te encontrei.
Rebuscando versos,
vestido de metáforas,
escondido em metonímias.
Nas entrelinhas poetamos
sentimentos,
trocamos carícias,
explodimos suores.
Em pontos de exclamação
escondemos desejos,
enxugamos suores,
deixamos a marca de nós
em um tapete branco
feito para nos acolher.
Em parágrafos breves,
deixamos beijos camuflados,
abraços de nossas pernas enlaçadas,
carinhos de nossas línguas cruzadas.
E, no último verso,
deixando registrada a paixão proibida,
há o acalanto da alma,
o repouso do corpo,
o amor terno,
o carinho eterno,
o receio do agora.
E a vontade do amanhã.
Cynthia Andrade |