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Acho que te espero desde sempre.
Te busco pela vida afora.
E sei que te encontrarei.
Não sei quantas luas virão,
Nem quantos sóis surgirão.
Certeza tenho apenas de que nossos
olhos, um dia,
serão espelhos do outro.
Nossa bocas, mudas de emoção,
serão como ímãs,
tanto
quanto os nossos corpos.
Nossas mãos, entrelaçadas,
nossos braços, enlaçados,
caminharão em uma mesma direção.
Buscaremos o horizonte,
que é o lugar daqueles
que ousam querer a felicidade
imensa,
de corpo, alma, coração.
Daqueles que, depois de tantos
desencontros,
encontrados,
colam-se, unem-se,
na esperança de viver o agora de
tantos ontens que se foram,
tentando resgatar cada pedacinho de felicidade
que ficou para trás.
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