
Carrego a
sua lembrança jogada sobre o ombro.
É uma
lembrança molhada,
apesar de
ser uma saudade serena.
Levo-a
comigo caminhada afora,
como se
quisesse que sua alma se tatuasse
em mim para
que me esquecesse
de que você
não existe mais.
Trago você,
não como um aprofundamento
da dor de
sua perda,
mas como uma
maneira de te perpetuar em mim.
Para não
sentir que, sem você, para mim
não restou
senão o nada da vida.
