Sou como todas as coisas.
Tenho um início e um fim.
Com o andar do dia,
sinto o tempo se despetalar.
E eu sigo a pressa da areia.
Consequências retratadas em
meu corpo e em meu coração.
Não quero que o sorriso caia dos meus lábios,
que a luz deixe de brilhar em mim.
Não vou permitir que meu coração
se desprenda do peito
e que as emoções não mais o habitem.
Que a areia caia no tempo,
minha esperança será leve cadência
que ajudará no meu caminhar.
Cynthia Andrade
Em agosto de 2009. |