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Dói tanto a vontade do corpo.
Outras vezes é a solidão da alma.
Ou mesmo o deserto no coração.
Tudo parece acorrentado.
Árido.
Sem vida.
E como uma corrente,
corpo, alma e coração,
o elo fragilizado se fragmenta.
E a sintonia se desfaz.
E o coração chora.
E a alma voa.
E o corpo deseja com urgência.
O coração não mais sente.
A alma se esquece que existe.
E o sentir do corpo torna-se imprudente,
querente, carente.
E a pele exala desejo.
E os outros sentires...
esqueço que existem.
Cynthia Andrade
Em 05 de outubro de 2009.
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