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Sonhos de
adolescentes.
Amores que
julgávamos
eternos.
Fantasias
vividas
com tanta
euforia.
Sonhos que
foram
construídos
com a
certeza
de
que
se tornariam
reais.
Um dia tudo
isso se
quebra.
Os caminhos
se divergem.
Os anos
passam.
Mas a marca
profunda do
primeiro
amor
fica
como uma
tatuagem.
Definitivamente.
E chega a
corromper o
tempo
num encontro
repentino.
Nos olhares,
passa o
filme
que
protagonizaram,
os primeiros
momentos,
a timidez,
as carícias
iniciais,
as
descobertas
do corpo.
E vem a
vontade do
reviver,
de revirar o
tempo de
volta
para o
antes.
E nesse
instante
mágico,
alheios,
encontram-se
com a
saudade
dos abraços,
dos beijos,
das carícias
às vezes tão
ingênuas,
outras como
a descobrir
o corpo.
E, na
solidão
desse
momento,
esses
adolescentes
de ontem,
fitando-se
firmemente,
perguntam-se
mentalmente
se teriam
sido mais
felizes
se o caminho
dos dois
tivesse
tomado o
mesmo rumo.
E, depois
desse
encontro,
nada mais
será igual.
Ambos verão,
ocultos no
tempo,
os sonhos
que tiveram
e não haverá
pensamento
capaz
de apagar a
saudade que
voltou,
de silenciar
o corpo à
vontade
do corpo do
outro.
E sonharão
com o
passado.
Intraduzíveis
serão as
marcas
desses
sonhos,
que estarão
sempre
escondidas
em lençóis
separados.
Cynthia
Andrade
Em 13 de
janeiro de
2008.
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